23 de dezembro de 2009

Pós-Copenhague: e agora, como fica a ISO 26000?

Uma das frases mais sensatas que li após o fiasco da Copenhague 2009 é que "a ameaça ambiental é séria demais para ser tratada por amadores"...

Como toda essa questão das mudanças climáticas é bastante controversa, e é bem provável que o fracasso da Conferência esfrie a opinião pública mundial - pelo menos por um certo tempo, as organizações que estão se tornando cada vez mais cientes da necessidade e dos benefícios do comportamento socialmente responsável, certamente, se voltarão para a busca de um modelo universal para a Responsabilidade Social Empresarial, cuja meta final, como sabemos, é contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Não tenho dúvidas de que as diretrizes da ISO 26000 prestam-se totalmente a esse papel!

Na parte introdutória da 26M, por exemplo, é enfatizado que o "desempenho de uma organização em relação à sociedade em que opera e seu impacto no meio ambiente se tornou parte crucial na avaliação de seu desempenho geral e de sua capacidade de continuar a operar de forma eficaz. Isso, em boa medida, reflete o reconhecimento cada vez maior da necessidade de assegurar ecossistemas saudáveis, igualdade social e boa governança organizacional".

A ISO 26000 vai mais além e ressalta que "a longo prazo, todas as atividades das organizações dependem da saúde dos ecossistemas do mundo". Com isso, fecha-se o círculo e vincula-se a ameaça ambiental global - representada no caso pelas mudanças climáticas - às questões de Responsabilidade Social.

Vamos esquecer um pouco o fiasco de Copenhague, arregaçar as mangas e colocar em prática para valer o documento que está sendo construído através de consenso mundial (que é o que mais faltou na COP 15...), cuja difusão e serviços agregados são a razão de ser deste Blog: a norma ISO 26000!