26 de novembro de 2009

Guia EXAME de Sustentabilidade: algumas reflexões

Li na íntegra o Guia EXAME de Sustentabilidade 2009 que foi publicado faz alguns dias...

Como assinante, vasculhei todo o Portal Exame em busca do prometido questionário preparado pela FGV para servir de base para a seleção das 20 "empresas-modelo"...

Apesar de estar mencionado, tanto no Guia como no Portal, que o dito questionário estaria disponível no site, não encontrei nada...

De qualquer forma, mesmo sem conhecer o conteúdo das questões e os detalhes da metodologia da FGV que levaram à escolha das "melhores", quero deixar para os leitores do Blog alguns pontos para reflexão e discussão:
  • será que, para a seleção das melhores, não deveria haver um critério mais rigoroso de avaliação (auditoria, por exemplo, por uma entidade independente), em vez de obscuros "critérios jornalísticos"?
  • os pesos adotados para as dimensões "geral, econômica, social e ambiental" não deveriam ser definidos em função do tipo de atividade das organizações candidatas, e não simplemente serem os mesmos para todas elas?
  • melhor ainda: em vez de "pesos", não deveriam ser buscadas "evidências objetivas" do desempenho das organizações candidatas em cada dimensão? (mesmo considerando os atuais critérios do Guia, será que foi verificado, por exemplo, o passivo ambiental das "melhores"? E o seu passivo trabalhista?)
  • até que ponto a metodologia da FGV é representativa e eficaz?
  • para os próximos anos, será que não valeria a pena a Exame adotar as diretrizes da norma ISO 26000, que está sendo construída através de um amplo consenso internacional, como base inicial para a definição das melhores organizações que se candidatarem? (juntamente, é claro, com outras providências que devem ser tomadas para aumentar a credibilidade de todo o processo de avaliação...)

25 de novembro de 2009

Lançado o 1º Manual de Implementação da ISO 31000

Mais rápido do que muitos imaginavam, o QSP acaba de lançar a primeira publicação em português de diretrizes para a implementação da nova ISO 31000:2009 de Gestâo de Riscos. Vejam o anúncio a seguir.

Este Manual da Coleção Risk Tecnologia traz uma ampla gama de conhecimentos, ferramentas e exemplos práticos para auxiliar as organizações a implementarem de forma sistemática e eficaz a nova ISO 31000. O Manual pode ser utilizado por organizações de qualquer tipo, tamanho e setor de atividade, incluindo:

- indústrias e empresas de serviços;
- órgãos públicos e empresas estatais;
- organizações não-governamentais.

É a primeira publicação a abordar em profundidade o processo de Gestão de Riscos conforme a nova ISO 31000:2009.

Saiba +

Gerenciando Riscos Ambientais

As questões ambientais têm tirado o sono de muitos investidores. Diversas reportagens publicadas recentemente na imprensa têm mostrado o expressivo número de empreendimentos (obras do PAC, por exemplo) paralisados em decorrência de exigências de órgãos de controle e fiscalização ambiental, e de decisões judiciais desfavoráveis aos investidores.

O problema é complexo, pois, juntamente com a discussão de princípios, proliferam os casos de criação de dificuldades, por parte de governantes ambiciosos, com vistas à obtenção de vantagens políticas adicionais dos investidores.

Por outro lado, fica cada vez mais claro que os empreendedores precisam se conscientizar que é necessário melhorar a qualidade dos projetos, especialmente daqueles de maior impacto ambiental, que exigem estudos acurados (como o EIA/RIMA), se quiserem ver reduzido o tempo de análise e concessão do licenciamento para seus empreendimentos.

Continuem lendo aqui ...

13 de novembro de 2009

Publicada a ISO 31000 de Gestão de Riscos

Tenho a satisfação de comunicar que acabou de ser publicada a ISO 31000:2009, a primeira norma internacional de princípios e diretrizes de Gestão de Riscos, que poderá ser adotada por organizações de todos os tipos e tamanhos, de qualquer setor de atividade (indústrias, instituições financeiras, órgãos públicos, hospitais, etc).

Nessa mesma data, foi publicado também o ISO Guide 73, de terminologia e definições da Gestão de Riscos.

Espera-se que, com o lançamento oficial destes padrões internacionais, se amplie e consolide uma nova e longa era da Gestão de Riscos, através de uma visão e linguagem universal do tema, reduzindo assim significativamente os "silos" em que a Gestão de Riscos tem sido aplicada nos últimos anos.

No Brasil, tanto a ABNT NBR ISO 31000 como o ABNT ISO Guia 73 (que são as traduções oficiais para o português da 31M e do Guide 73) deverão ser publicados entre dezembro e janeiro próximo.

Na semana de 14 a 18 de dezembro de 2009, o QSP realizará o 1º Curso de Capacitação na nova norma internacional.

Mais informações sobre o lançamento e o conteúdo da ISO 31000 podem ser obtidas AQUI.

7 de novembro de 2009

O que diz a ISO 26000 sobre Meio Ambiente (parte 1)

A questão ambiental é um dos temas centrais da ISO 26000. A nova norma enfatiza que a responsabilidade ambiental é um pré-requisito para a sobrevivência e prosperidade dos seres humanos, e que, portanto, é um aspecto importante da responsabilidade social.

A versão DIS da ISO 26000 recomenda que as ferramentas técnicas da série ISO 14000 pertinentes a cada organização sejam consideradas na implementação de operações, como avaliação do desempenho ambiental, quantificação e relato de emissões de gases de efeito estufa, avaliação do ciclo de vida, design ambiental e rotulagem ambiental. Atualmente são mais de 30 normas e guias que compõem a série ISO 14000... (vejam aqui).

A 26M recomenda também que as organizações respeitem e promovam os seguintes princípios ambientais:

* responsabilidade ambiental - além da obediência a leis e regulamentos, uma organização deveria assumir a responsabilidade pelo ônus ambiental causado por suas atividades, produtos e serviços em áreas rurais ou urbanas e no meio ambiente como um todo.

* abordagem preventiva - esta é uma abordagem originária da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e subsequentes declarações e acordos, os quais desenvolvem o conceito de que, onde há ameaças de danos graves ou irreversíveis ao meio ambiente ou à saúde humana, falta de total certeza científica ou falta de certeza total quanto à gravidade da ameaça ao meio ambiente, a falta de total certeza científica não deveria ser usada como motivo para postergar medidas com boa relação custo-benefício para evitar degradação ambiental ou danos à saúde humana.

* gestão de riscos ambientais - a ISO 26000 recomenda que as organizações implementem programas usando uma abordagem baseada em riscos e em sustentabilidade, para avaliar, evitar, reduzir riscos e impactos ambientais gerados por suas atividades, produtos e serviços. Ressalta também que uma organização deveria desenvolver e implementar atividades de conscientização e procedimentos de resposta a emergências, para reduzir e mitigar o ônus ambiental e danos à saúde e à segurança causados por acidentes, e para divulgar às autoridades competentes e às comunidades locais informações sobre incidentes ambientais (acompanhem por aqui nosso blog "Gestão de Riscos e a Nova ISO 31000"! ).

* o poluidor paga - a recomendação aqui é que as organizações arquem com os custos da poluição causada por suas atividades, produtos e serviços, de acordo com a extensão do ônus ambiental para a sociedade e com a ação corretiva exigida, ou na medida em que a poluição ultrapasse um nível considerado aceitável. Portanto, as organizações deveriam utilizar o princípio de que o poluidor paga pela poluição para internalizar o custo dessa poluição, bem como deveriam quantificar os benefícios econômicos e ambientais de prevenir a poluição, em vez de mitigar seus impactos.

Esta é só a 1ª parte da questão ambiental na ISO 26000. Haverá outras. Aguardem!

Novas estatísticas mundiais sobre Energia

Em 1997, a IEA - Agência Internacional de Energia - elaborou um resumo prático dos dados-chave de energia de vários países.
Esta nova edição de 2009, intitulada Key World Energy Statistics, contém dados atuais e claramente apresentados sobre fornecimento, transformação e consumo de todas as principais fontes de energia do mundo.

Empresários, jornalistas, estudantes, etc. interessados no tema agora terão facilmente ao alcance, por exemplo, a produção anual de carvão canadense, o consumo de eletricidade na Tailândia, o preço do gasóleo na Espanha e milhares de outros dados úteis sobre energia no mundo.

A coleta e a análise de estatísticas são uma das funções importantes da IEA. Mas a agência - um organismo autônomo no âmbito da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD) - também:
  • administra um plano para proteger os países-membros contra o risco de uma interrupção abrupta no fornecimento de petróleo;
  • coordena esforços nacionais para a conservação de energia e fontes alternativas de energia, bem como coordena esforços para limitar a poluição e as mudanças climáticas relacionadas à energia;
  • difunde informações sobre o mercado mundial de energia e visa a promover o comércio internacional estável de energia.

Faça por aqui o download gratuito dessa interessante publicação.

Para saber mais sobre a IEA, clique aqui.

5 de novembro de 2009

Visão panorâmica da ISO 26000

Resumindo o que falamos até agora no nosso Blog:

A versão DIS - Draft International Standard - da ISO 26000 fornece orientações sobre os princípios subjacentes à Responsabilidade Social, os temas centrais e as questões (issues) pertinentes à Responsabilidade Social (vejam aqui a postagem com uma síntese dos temas centrais e issues de RS).

A nova norma também dá orientações sobre formas de integrar o comportamento socialmente responsável a estratégias, sistemas, práticas e processos organizacionais existentes. Ela salienta, enfim, a importância de resultados e melhorias no desempenho em Responsabilidade Social das organizações.

Para vocês terem uma visão panorâmica de todas as seções da ISO/DIS 26000, acessem por aqui o arquivo com a figura.

O principal intuito de nosso Blog é exatamente esse: difundir e discutir o conteúdo dessa norma que, tenho certeza, será referência mundial em Responsabilidade Social e Sustentabilidade Empresarial...