26 de outubro de 2009

Os riscos de um aumento de 4°C na temperatura global

Esta matéria se refere à Issue 3 - Mitigação e adaptação às mudanças climáticas - do Tema Central "Meio Ambiente" da nova ISO 26000.

Mapa mostra impactos climáticos de um mundo 4°C mais quente.

O governo britânico lançou na última quinta-feira (22/10), no Museu de Ciência de Londres, resultados de um estudo encomendado ao Met Office Hadley Centre, no qual são apresentados os principais impactos que seriam enfrentados ao redor do mundo caso não consigamos frear o aumento da temperatura em 2°C.




O mapa destaca alguns dos impactos que podem ocorrer caso a temperatura média global aumente em 4°C acima dos níveis pré-industriais.

O estudo foi desenvolvido com base em cenários de emissões feitos pelo IPCC - Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. A partir do nível de emissão, os cientistas do Met Office e instituições parceiras fizeram projeções do aumento de temperatura da Terra e os efeitos que essa elevação causaria.

O trabalho mostra que uma média de 4°C elevação de temperatura não irá se espalhar uniformemente pelo planeta. A terra irá se aquecer mais rapidamente que o mar, e as altas latitudes, particularmente o Ártico, terão elevações maiores de temperatura. A média da temperatura em terra será de 5,5°C acima dos níveis pré-industriais.

O mapa destaca os efeitos severos na oferta de água, produção agrícola, temperaturas extremas e seca, o risco de incêndios florestais e elevação do nível do mar.

No Brasil, a temperatura aumentará entre 5°C no litoral e 8°C no interior do país. Isto aumenta o risco de incêndios florestais, que além de mais freqüentes serão mais difíceis de controlar. As colheitas das plantações dos principais cereais das principais áreas de produção mundial irão decair. Além disso, haveria uma diminuição de até 70% nos reservatórios de água. Metade das geleiras do Himalaia será significantemente reduzida até 2050, o que levará 23% da população da China a ser privada da vital fonte de água do degelo durante a estação seca. Os impactos mostrados no mapa são apenas uma seleção daqueles que podem ocorrer.

Mais informações sobre os estudos que deram origem ao mapa podem ser encontradas aqui.

Fonte: http://ukinbrazil.fco.gov.uk.

20 de outubro de 2009

Os 7 temas centrais e as 37 questões (issues) de Responsabilidade Social

A seção 6 da ISO/DIS 26000 explica os temas centrais e as questões (Issues) associadas, relacionadas à Responsabilidade Social. Para cada tema central, a norma fornece informações sobre o escopo do tema, sua relação com a RS, os princípios e considerações pertinentes, bem como as expectativas e ações relacionadas.

Acessem por aqui o resumo em português que preparei sobre os 7 temas centrais e as 37 issues de Responsabilidade Social previstos na nova ISO 26000.

17 de outubro de 2009

"Como podemos demonstrar que nossa empresa é socialmente responsável?"

Bem, amigos. Esta é uma pergunta que ouviremos cada vez mais daqui pra frente...

Em recente entrevista, o brasileiro Jorge Emanuel Cajazeira, presidente do Comitê Mundial da ISO 26000, afirmou que "não houve uma discussão ainda sobre isso, mas as diretrizes poderão ser de conhecimento público por meio de autodeclarações tipo II como prescreve a ISO 14021. É o caso, por exemplo, das declarações ambientais do tipo 'material 100% reciclado' ou 'não contém CFC'”.

Só que não é bem assim. A ISO 14021 é para ser aplicada a produtos e não a processos ou sistemas de gestão!...

Com a chegada da ISO 26000, tenho a firme convicção de que inúmeras organizações ao redor do mundo desejarão demonstrar para seus stakeholders que elas são socialmente responsáveis. Mas como demonstrar essa capacidade se a ISO 26000 não será (felizmente!) uma norma certificável?

Pensando nisso há um bom tempo - e principalmente por causa de vários problemas recorrentes no mercado de certificação de sistemas de gestão (problemas esses que não vêm ao caso discuti-los agora), o QSP criou o Programa SDoC - Declaração de Conformidade de Fornecedor, baseado nas normas internacionais ISO/IEC 17050:2004 - partes 1 e 2.

No link acima, vocês vão conhecer o que é a SDoC, seus benefícios e os requisitos para sua emissão pela própria organização. Com o nosso Programa SDoC aplicável também à ISO 26000, empresas e instituições terão uma real possibilidade de demonstrar sua capacidade de gerenciar issues (questões) de Responsabilidade Social, conforme definidas na ISO/DIS 26000, a partir de mecanismos exclusivos que criamos para elas (quem quiser conhecer em detalhes nosso Programa SDoC e saber como faremos no caso específico da norma não-certificável ISO 26M, favor nos contatar através do e-mail iso26000@qsp.org.br).

Para aproveitarmos o embalo, convido todos vocês a assistirem a este SlideShow que preparei sobre a SDoC:


PS: tudo o que falamos acima sobre a SDoC e o que vocês assistirão neste SlideShow aplica-se também à nova norma ISO 31000 de Gestão de Riscos!

15 de outubro de 2009

E qual é a definição, na ISO/DIS 26000, de Desenvolvimento Sustentável?

Na versão DIS - Draft International Standard - da ISO 26000, que estará em votação até o dia 14 fevereiro de 2010, há a definição a seguir.

Desenvolvimento sustentável: desenvolvimento que vai ao encontro das necessidades do presente sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender a suas próprias necessidades.

NOTA: o desenvolvimento sustentável diz respeito à integração de objetivos de uma alta qualidade de vida, saúde e prosperidade com justiça social, e à manutenção da capacidade do planeta de dar suporte à vida em toda a sua diversidade. Esses objetivos sociais, econômicos e ambientais são interdependentes e se reforçam mutuamente. O desenvolvimento sustentável pode ser tratado como uma maneira de expressar as expectativas mais amplas da sociedade como um todo.

13 de outubro de 2009

Qual é a definição de Responsabiliade Social na nova ISO/DIS 26000?

A subseção 2.1.18 da versão DIS da futura ISO 26000 traz a definição a seguir (numa tradução livre deste que vos escreve, como se dizia no século passado -:)).

Responsabilidade Social: responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, por meio de comportamento ético e transparente que:

9 de outubro de 2009

Riscos de aquecimento global podem gerar perdas de até US$ 120 bilhões

"Ser sustentável pode ser um diferencial na hora de contratar seguros. Os riscos de sinistros ligados às mudanças climáticas mudam os custos das operações, para o bem, no caso de empresas responsáveis, ou para o mal, no caso de empresas que não incorporaram suas externalidades.

De acordo com Suhnny Sehgal, especialista em seguros do HSBC na área de sustentabilidade, o tema entrou no debate há cerca de cinco anos e “diversas seguradoras já estão estudando como se adaptar às novas condições de risco, geradas pelas mudanças climáticas”. As previsões feitas pelo setor são de que os custos com desastres naturais saltem dos atuais US$ 20 bilhões para algo entre US$ 80 bilhões a US$ 120 bilhões entre 2010 e 2020. “Um aumento de quatro graus na temperatura média do mundo pode espalhar tragédias em todo o globo, atingindo a todos os setores”, enfatizou Sehgal."

Pois é, amigos. Gestão de Riscos, Responsabilidade Social e Sustentabilidade tem tudo a ver, não é mesmo? Continuem lendo esta interessante reportagem do jornalista Fabrício Ângelo, preparada especialmente para o Instituto Ethos, ao qual o QSP é associado.

Entrem por aqui.

3 de outubro de 2009

O que pretende a norma ISO 26000

Olá, amigos.

Fiz para o nosso blog uma tradução e adaptação resumida da Introdução da ISO/DIS 26000, para vocês já irem se familiarizando com o alcance dessa nova norma internacional, que deverá ser oficialmente publicada em setembro de 2010. Acompanhem a seguir.

Organizações de todo o mundo, assim como suas partes interessadas (stakeholders), estão se tornando cada vez mais cientes da necessidade e dos benefícios do comportamento socialmente responsável. O objetivo da responsabilidade social é contribuir para o desenvolvimento sustentável.

O desempenho de uma organização em relação à sociedade em que opera e seu impacto no meio ambiente tornou-se uma parte crítica da medição de seu desempenho global e de sua habilidade de continuar a operar eficazmente. Isto é, em parte, um reflexo do reconhecimento crescente da necessidade de assegurar ecossistemas saudáveis, igualdade social e boa governança organizacional.

Organizações estão sujeitas ao exame mais minucioso de seus vários stakeholders, incluindo clientes e consumidores, trabalhadores e seus sindicatos, membros, a comunidade, organizações não governamentais, estudantes, financiadores, doadores, acionistas, companhias e outros.

A percepção e a realidade do desempenho da responsabilidade social de uma organização pode influenciar entre outras coisas:

- a vantagem competitiva;
- sua reputação;
- sua habilidade de atrair e reter trabalhadores e membros, consumidores, clientes e usuários;
- a manutenção da moral, do comprometimento e da produtividade dos empregados;
- a visão dos investidores, dos doadores, dos patrocinadores e da comunidade financeira; e
- seu relacionamento com companhias, governos, a mídia, os fornecedores, os pares, os clientes e a comunidade em que opera.

A ISO 26000 fornece diretrizes sobre os princípios subjacentes de responsabilidade social, os temas centrais e as questões (issues) relacionadas à responsabilidade social, e sobre as maneiras de integrar o comportamento socialmente responsável às estratégias, aos sistemas, às práticas
e aos processos existentes na organização. A norma enfatiza a importância dos resultados e das melhorias no desempenho da responsabilidade social.

A ISO 26000 destina-se a todos os tipos de organização, nos setores privado, público e sem fins lucrativos, tanto de grande como de pequeno porte, e operando tanto em países desenvolvidos como em países em desenvolvimento.